POR QUE ROTULAR TUDO?

Posted in conceito.all on 02/12/2009 by Deh Rodrix

A NME, revista gringa especializada em música, colocou Is This It, primeiro disco dos Strokes, no topo da lista dos melhores da década.

Outros nomes excelentes como At The Drive In, Queens Of The Stone Age e Radiohead também aparecem na lista montada por produtores, músicos, donos de gravadoras e afins.

Os 20 “cabeças” da lista são esses…

1º – IS THIS IT (THE STROKES)
2º – UP THE BRACKET (THE LIBERTINES)
3º – XTRMNTR (PRIMAL SCREAM)
4º – WHATEVER PEOPLE SAY I AM, THAT´S WHAT I´M NOT (ARCTIC MONKEYS)
5º – FEVER TO TELL (YEAH, YEAH, YEAHS)
6º – STORIES FROM THE CITY, STORIES FROM THE SEA (PJ HARVEY)
7º – FUNERAL (ARCADE FIRE)
8º – TURN ON THE BRIGHT LIGHTS (INTERPOL)
9º – ORIGINAL PIRATES MATERIAL (THE STREETS)
10º – IN RAINBOWS (RADIOHEAD)
11º – RELATIONSHIP OF COMMAND (AT THE DRIVE IN)
12º – SOUND OF SILVER (LCD SOUNDSYSTEM)
13º – WINCING THE NIGHT AWAY (THE SHINS)
14º – KID A (RADIOHEAD)
15º – SONGS FOR THE DEAF (QUEENS OF THE STONE AGE)
16º – A GRAND DON´T COME FOR FREE (THE STREETS)
17º – ILLINOIS (SURFJAN STEVENS)
18º – ELEPHANT (THE WHITE STRIPES)
19º – WHITE BLOOD CELLS (THE WHITE STRIPES)
20º – THINK THANK (BLUR)

Tudo muito bacana e tal, mas algumas dúvidas me perseguem toda vez que tomo conhecimento de listas como essas. Desde sempre a gente ouve: “tal pessoa é o melhor guitarrista do mundo”, “aquele ali é o melhor baterista da história”, “o outro lá é o melhor cantor dos últimos 20 anos”. Em mesa de boteco vá lá, mas, de tempos em tempos saem listas “oficiais” posicionando a arte de alguém acima ou abaixo de outros.

Quais são os critérios?
O que define um “melhor qualquer coisa”?
Será que isso é certo?
Será que é bom?
Seria interesse?
Estratégia de venda?
Loucura?

Acho que de tudo um pouco. Goela abaixo do público.

Pra mim é arriscado. No mundo da música, nem sempre é bom estar no topo. Pode soar como coisa de artista “vendido”. Molecadinha vive defendendo seus ídolos que, quando conseguem se dar bem, viram “traidores”. Vão do céu ao inferno num piscar de olhos. O que presta é o “lado b”, o “underground”, o “só eu conheço”.

Bacana mesmo é ter opções pra todos os gostos, do pop ao exótico. Aliás, o que é pop? E exótico?

Por que rotular tudo?

Lista completa dos TOP 100 DISCOS DA DÉCADA aqui.

LENNON, YOKO E WARHOL: TOUR VIRTUAL

Posted in conceito.all on 25/11/2009 by Deh Rodrix

Quem é fã dos Beatles, ou mesmo de John e Yoko, já deve ter ouvido falar na exposição Imagine: the peace ballad of John & Yoko (Imagine: a balada de paz de John e Yoko), do Museu de Belas Artes de Montreal, no Canadá.

Lá, os visitantes podem conferir diversos artigos, como fotos, vídeos, desenhos, arquivos de áudio e até mesmo a cama na qual o casal passou uma semana deitado em protesto contra a guerra do Vietnã.

Pra quem não teve a oportunidade de visitar, aqui está um link bem bacana que dá a sensação de estar lá. Tem áudio e tudo.

Outra dica legal é o tour virtual pela exposição de Andy Warhol, o cara das latas de sopa Campbell.

Divirta-se!

18 ANOS SEM FREDDIE MERCURY

Posted in conceito.all on 25/11/2009 by Deh Rodrix

Novembro de 1991.
Silêncio.
Um mito emudeceu.
A multidão emudeceu.

Freddie era da Tanzânia, no continente africano.
Filho de indianos. Inglês por destino. Do mundo por sua arte.
Designer gráfico de formação. Músico por essência.


(famoso símbolo desenvolvido por Freddie para a banda)

 

Morreu aos 45. Do primeiro tempo. Cedo demais.
Não sabia dirigir. Mas soube, como poucos, guiar os olhos das multidões.
Um front-man digno do front.

Era apaixonado por gatos, ópera, champagne e por Mary Austin, a tal “Love of My Life”.
Deixou saudade.
Da voz, da arte, da inquietude, da atitude.
Visceral. Fenomenal. Atemporal.

Deixou um legado a novos e velhos ídolos do rock. Da música em geral. Por gerações.

Aqui uma sensacional e inusitada homenagem ao Queen e ao seu líder.

PUTZ… DORMIRAM NO MEU CARRO!

Posted in conceito.all on 18/11/2009 by Deh Rodrix

Quinta-feira, dia de futebol com os amigos. Correria o dia inteiro pra dar tempo de chegar na hora da peleja.

Joguinho bacana, ótima terapia, uns golzinhos pra contar!

Quase 11 da noite, deixei o carro “dormindo” numa travessa da rua onde moro. “Pri-pri” no alarme, meio quarteirão pra cima, cheguei. Beijo na patroa, no pequeno, banhozinho, jantar, descanso. Amanhã é sexta-feira! Que maravilha!

Bom dia, amor! Dores no corpo, mas nada demais. Banhozinho, café. Tchau, amor!

Dia normal. Pegar o carro, seguir pro trabalho, ziguezaguear uns descoordenados no caminho, buzinar umas vezes, vamos lá.

Meio quarteirão pra baixo, cheguei. Meu carro ali, bonitinho. “Pri-pri” no alarme e…

Nuoooossa! Que cheiro é esse? Quem morreu aqui? Alguns segundos dentro do possante foram suficientes pra perceber.
Sinais de arrombamento? Não!
Vidros abertos? Não!
Pisei na merda? Não!

Será que deixei o carro aberto? Não pode ser. Acionei o alarme, pô!

O que é aquilo ali? Que latas são essas? Que porra é essa?

Amassadas no “pé” do banco do passageiro 2 latas de cerveja. E o tapete molhado.

Seria possível? Alguém entrou mesmo no meu carro? E esse fedor? De mendigão mesmo!

Será? Simples assim? Bizarro assim?

A noite tinha sido fria na paulicéia. Alguém pode ter entrado pra tirar uma pestana no quentinho.

Será? Simples assim? Bizarro assim?

Caralho! Dormiram no meu carro!

Se não, o que explica essas latas e essa catinga aqui dentro?

Abri o porta-luvas. Os CDs todos lá, documentos do carro, óculos escuros intactos… tudo ok. Moedas, balinhas, chicletes, papéis… tudo ali. Intacto. Meu. Não levaram nada!

Mas não tô acreditando! Latas jogadas, tapete molhado, bodum… “taquipariu!”… lava-rápido já!

Tá pronto, moço. A simples é R$ 20.

Paguei, abri a porta e… ah, não! Não é possível! Ainda?

Sim! O cheiro tava lá! Jatinho de ar outra vez! Toda a potência!

Não teve jeito. Ficou ali mais uns 3 dias. De herança. Lembrança de mais um dia “normal”.

QUEM TOCOU MEU SAX?

Posted in conceito.all on 17/11/2009 by Deh Rodrix

Arthur era saxofonista da extinta banda de baile “Alados da Noite” (sim, os nomes dos personagens aqui citados e da própria banda são fictícios). Eram 10 integrantes. Todos homens. Pelo menos até que se provasse o contrário.

Naquela noite, após a terceira apresentação seguida da semana, os “Alados” resolveram esticar para uma baladinha dita “conceituada” na cidadezinha. Sim, uma dessas destinadas ao público masculino. Foram todos. Todos, exceto Bino, o colega de quarto de Arthur.

Em tempo: sempre que a banda viajava, os membros dividiam-se em duplas e ocupavam 5 quartos duplos de algum hotel da cidade. Era sempre a mesma dupla em cada quarto.

Bino agradeceu o convite, mas disse estar cansado pelas 3 noites seguidas de shows. Abriu mão da “esticadinha”. Seguiu para o hotel enquanto seus 9 amigos partiram para o “recinto de encontros”. Noite agradável, pessoal animado. Bebiam e gargalhadas na companhia de algumas novas “amigas”. Tudo o que eles queriam. Bem, quase tudo. No hotel, Bino já dormia profundamente e, nem em sonho, imaginava o que estaria por vir.

Quase 5 da manhã e os “Alados”, cada um à sua maneira, convenceram as novas amigas a terminar a noitada no hotel. Antes de fecharem a conta, como bons amigos, lembraram de Bino. Saíram os 9 rapazes e 10 moças. Bino foi mesmo lembrado. Porém, os 9 companheiros não iriam presenteá-lo assim, de graça. O programado “tratamento-vip-delivery” seria registrado pela câmera de Josías, o batera-meio-vídeo-maker e viraria assunto para acompanhar a banda na estrada.

E assim foram… os 19 sacaninhas passaram normalmente pelo hall do hotel, subiram até o 5º andar, Josías apanhou sua câmera no quarto vizinho e todos adentraram, em silêncio, no 527. Lá estava Bino. Estatelado em seu 18º e merecido sono. Arthur, o colega de quarto e amigo mais próximo de Bino mal podia esperar por sua reação.

Todos a postos em torno da cama. Os 9 “casais” se concentravam para assistir à cena que mudaria para sempre a história dos “Alados da Noite”. Josías apertou o “REC” e deu o sinal. Soraya, a “10ª elementa”, sentou-se calmamente ao lado de Bino, baixou delicadamente sua samba-canção e, digamos, encarou o sax. Segurou o mimo e, sem mais delongas, começou a “soprar”. De início, Bino nem se mexia. Mas, Soraya, a experiente Soraya, não desistiu. De nota e, nota, foi correspondida. Mesmo dormindo, Bino passou, provavelmente por instinto, a esboçar uma reação.

Iluminado apenas pela luz de um dos abajures, o quarto era o cenário perfeito para os espectadores. Soraya estava empenhada, os 9 “Alados” e suas 9 amigas divertiam-se atentos e ansiosos, quando, de repente…

Bino, sentindo que algo estranho acontecia, inclinou sua cabeça para tentar entender a situação, ensaiou uma abertura de olhos e soltou a celebre frase:

– Arthur? Que diabos cê tá fazendo?

Foi o fim dos “Alados da Noite”.

AC|DC: ROCK N´ROLL E BOM HUMOR!

Posted in conceito.all on 16/11/2009 by Deh Rodrix

acdc_angus

 

– Angus, o que você acha das pessoas que dizem que o AC/DC tem 15 álbuns iguais?

 – Acho que são uns idiotas.

 – Por quê?

 – Porque nós temos 16 álbuns!

YES, THEY CAN!

Posted in conceito.all on 16/11/2009 by Deh Rodrix

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Them Crooked Vultures é o que podemos, de fato, chamar de Power Trio. É a união de 3 representantes do rock, digamos, visceral.

Dave Grohl (Foo Fighters / Nirvana) na bateria, John Paul Jones (Led Zeppelin) no baixo e Josh Homme (Queens of The Stone Age) com guitarra e vocais mostram que ainda é possível fazer música com verdade e pau na mesa.

O disco, homônimo, é garageiro. Uma pedrada na cabeça, no melhor dos sentidos. Sim, isto é possível!

Destaque para a vigorosa “Elephants”, faixa 5.

 

Recomendadíssimo!

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