Arquivo para março, 2010

MMMMM…

Posted in conceito.all on 22/03/2010 by Deh Rodrix

Às vezes a gente se depara com certas coisas que nos fazem pensar: como alguém é capaz de fazer algo tão fantástico?

Conheci o texto abaixo e me senti assim. Não preciso escrever mais nada, só recomendar: leia e delicie-se!

Mundo moderno, marco malévolo, mesclando mentiras, modificando maneiras, mascarando maracutáias, majestoso manicômio.

Meu monólogo mostra mentiras, mazelas, misérias, massacres, miscigenação, morticínio maior, maldade mundial.

Madrugada… matuto magro, macrocéfalo, mastiga média morna, monta matumbo malhado, munido machado, martelo… mochila mucha, margeia mata maior.

Manhãzinha move moinho moendo macaxeira, mandioca.

Meio-dia mata marreco… manjar melhorzinho.

Meia-noite mima mulherzinha mimosa, Maria morena, momento maravilha, motivação mútua, mas monocórdia, mesmice.

Muitos migram mascilentos, maltrapilhos, morarão modestamente: malocas metropolitanas, mocambos miseráveis, menos moral, menos mantimentos, mais menosprezo.

Metade morre… mundo maligno, misturando mendigos maltratados, menores metralhados, militares mandões, meretrizes marafonas, mocinhas, meras meninas, mariposas mortificando-se moralmente, modestas moças maculadas, mercenárias mulheres marcadas.

Mundo medíocre!

Milionários montam mansões magníficas, melhor mármore, mobília mirabolante, máxima megalomania, mordomo, Mercedes, motorista. Mãos magnatas manobrando milhões, mas maioria morre minguando. Moradia meia-água, menos, marquise.

Mundo maluco, máquina mortífera.

Mundo moderno, melhore, melhore mais, melhore muito, melhore mesmo. Merecemos!

Maldito mundo moderno. Mundinho merda!

O texto “Mundo Moderno” é de autoria do genial Chico Anysio.

DIVER(CIDADE)

Posted in conceito.all on 02/03/2010 by Deh Rodrix

Às vezes sinto falta de andar pela cidade.
Sem destino mesmo. Apenas ir.

Caminhar à noite pelas ruas molhadas, acompanhar as mil facetas dos sujeitos embriagados em cada esquina, o tédio dos motoristas e a viagem estampada na cara dos transeuntes.

Perambular é rico. Diverso.

Não importa a música que dita o ritmo da andança.
Ela está lá, tecnologicamente milagrosa, apenas como plano de fundo.
Ilustra o que vier. Alegria, pressa, malabarismos, o branco forte dos faróis, vagabundos, vitrines, concreto e movimentos.

O comando está nos olhos. Perdidamente fixos em cada detalhe irrelevante.
Não há certo ou errado. Só vida.

Não me canso. Apenas sigo. Sem pressa.
Junto e janto as referências. Sem porquês.

A cidade convida. E expulsa.
Você entra, mas não se envolve.
Interação e solidão. E o inverso.

O tempo passa. Sem ser notado.
Eu também.
Sinto-me novo. Velho. Novo de novo.
Um anônimo vivo. Solto pela cidade. Diversa idade.