Arquivo para dezembro, 2009

SÃO PAULO, A CIDADE QUE NÃO PÁRA?

Posted in conceito.all on 09/12/2009 by Deh Rodrix

A maior do Brasil, do continente americano e do hemisfério sul.
Uma das mais populosas também.
Imensa, soberana, fria e calculista, quente, rápida, cansada e incansável.
São Paulo é multi.
Uma história constante de amor e ódio. Com o paulistano, com os turistas, com São Pedro.

Da 25 de março a 23 de maio, muito além de alguns dias de diferença.
Na primeira, um mar de gente.
Na segunda, um de carros e até aviões.
Em ambas, mares.

Da Pedreira à Liberdade, muitas histórias, opções, culturas, cores e sabores.
Sampa é velocidade, vai-e-vem, barulho, contraste.
Mas aí alguma coisa acontece no meu coração.

Cadê a calma?
Calma que já vem.
Vem logo e já passou.

Cadê as tais Perdizes?
E o céu pra elas?
Pura imaginação.

Do alto do Viaduto do Chá, Bela Vista para Jardins repletos de Pinheiros.
Um Campo Belo, um Bom Retiro, uma República de felicidade.
Todos os dias São Domingos.
Pura imaginação.
Real só a Consolação.

Socorro! Vai inundar o Jardim.
Ângela, Helena, Marajoara, protejam-se!
Não é um Rio Pequeno. São 3, enormes.
Encheu. Enchente. Oxente.
Pára a cidade que nunca pára.
Difícil. Barra Funda.
Água Rasa é ilusão da ponte pra lá.

Sônia, Matilde, Maria, Formosa, Mariana, nadem! Deve haver algo de concreto pra agarrar.
Aí não. Cuidado, desliza.

Helicópteros, ventania, crianças nas novas piscinas.
Nadam barcos, botes, sofás.
Com eles a paciência, a esperança, pra longe.
Atrás vêm os sacos cheios. De lixo, de promessas, da falta de cidadania.

Vontade de sumir daqui.
Mas aí alguma coisa acontece no meu coração.

POR QUE ROTULAR TUDO?

Posted in conceito.all on 02/12/2009 by Deh Rodrix

A NME, revista gringa especializada em música, colocou Is This It, primeiro disco dos Strokes, no topo da lista dos melhores da década.

Outros nomes excelentes como At The Drive In, Queens Of The Stone Age e Radiohead também aparecem na lista montada por produtores, músicos, donos de gravadoras e afins.

Os 20 “cabeças” da lista são esses…

1º – IS THIS IT (THE STROKES)
2º – UP THE BRACKET (THE LIBERTINES)
3º – XTRMNTR (PRIMAL SCREAM)
4º – WHATEVER PEOPLE SAY I AM, THAT´S WHAT I´M NOT (ARCTIC MONKEYS)
5º – FEVER TO TELL (YEAH, YEAH, YEAHS)
6º – STORIES FROM THE CITY, STORIES FROM THE SEA (PJ HARVEY)
7º – FUNERAL (ARCADE FIRE)
8º – TURN ON THE BRIGHT LIGHTS (INTERPOL)
9º – ORIGINAL PIRATES MATERIAL (THE STREETS)
10º – IN RAINBOWS (RADIOHEAD)
11º – RELATIONSHIP OF COMMAND (AT THE DRIVE IN)
12º – SOUND OF SILVER (LCD SOUNDSYSTEM)
13º – WINCING THE NIGHT AWAY (THE SHINS)
14º – KID A (RADIOHEAD)
15º – SONGS FOR THE DEAF (QUEENS OF THE STONE AGE)
16º – A GRAND DON´T COME FOR FREE (THE STREETS)
17º – ILLINOIS (SURFJAN STEVENS)
18º – ELEPHANT (THE WHITE STRIPES)
19º – WHITE BLOOD CELLS (THE WHITE STRIPES)
20º – THINK THANK (BLUR)

Tudo muito bacana e tal, mas algumas dúvidas me perseguem toda vez que tomo conhecimento de listas como essas. Desde sempre a gente ouve: “tal pessoa é o melhor guitarrista do mundo”, “aquele ali é o melhor baterista da história”, “o outro lá é o melhor cantor dos últimos 20 anos”. Em mesa de boteco vá lá, mas, de tempos em tempos saem listas “oficiais” posicionando a arte de alguém acima ou abaixo de outros.

Quais são os critérios?
O que define um “melhor qualquer coisa”?
Será que isso é certo?
Será que é bom?
Seria interesse?
Estratégia de venda?
Loucura?

Acho que de tudo um pouco. Goela abaixo do público.

Pra mim é arriscado. No mundo da música, nem sempre é bom estar no topo. Pode soar como coisa de artista “vendido”. Molecadinha vive defendendo seus ídolos que, quando conseguem se dar bem, viram “traidores”. Vão do céu ao inferno num piscar de olhos. O que presta é o “lado b”, o “underground”, o “só eu conheço”.

Bacana mesmo é ter opções pra todos os gostos, do pop ao exótico. Aliás, o que é pop? E exótico?

Por que rotular tudo?

Lista completa dos TOP 100 DISCOS DA DÉCADA aqui.